A miopia da gestão e o valor do suor próprio


 Semper Viri, irmãos de batalha.

Há alguns anos, usei este espaço para falar sobre a conduta de certos gestores que se escondem atrás de cargos para camuflar o próprio despreparo técnico e humano. Hoje, com a bagagem de quase sete anos no varejo e uma passagem intensa pelo setor logístico, volto ao tema com a propriedade de quem sentiu no dia a dia o peso de ambientes onde a meritocracia é zero.

A realidade que encontrei em diferentes frentes foi a mesma: uma cultura de favoritismo onde o esforço real é ignorado enquanto os "amiguinhos da chefia" ocupam espaços sem qualquer critério. Passei quase sete anos no mesmo cargo vendo a promoção nunca chegar, não por falta de entrega, mas porque o sistema é desenhado para valorizar o "robozinho" e não o profissional que tem postura e visão. Chega uma hora que a clareza bate e você entende que não adianta dar o sangue onde a gestão é míope. No setor logístico, como na DHL, a métrica foi a mesma: ambiente tóxico e oportunidades que só caem no colo de quem joga o jogo do compadrio.

Minha virada de mesa não foi barulhenta. Foi uma decisão estratégica e, acima de tudo, ética. Escolhi não levar certas situações adiante no papel porque não preciso de dinheiro que considero fruto de condutas corruptas para garantir o sustento da minha casa. Nunca precisei. O meu suor tem valor e eu decidi canalizar essa energia para investir no meu maior ativo, que sou eu mesmo.

Hoje, meu foco é total na faculdade e na organização que a vida acadêmica exige. O conhecimento é a única coisa que ninguém te toma, ao contrário de um crachá ou de uma posição passageira em empresas que não te enxergam. Essa mesma disciplina eu levo para os meus treinos e para a minha espiritualidade na igreja, buscando o equilíbrio que me permite chegar em casa com a consciência limpa e o corpo pronto para o tranco.

Agradeço por cada fase, inclusive as piores, porque elas me ensinaram a selecionar onde deposito meu tempo e minha dedicação. O perfil que aceitava tudo calado ficou no passado. O de agora tem os pés no chão, sabe exatamente o que merece e não aceita menos do que isso.

Seguimos no foco.

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