Inferno
Toda trajetória de autoconhecimento parece seguir uma coreografia inevitável. Olhando para trás, é possível perceber que o ponto de partida foi o silêncio — aquela Calmaria que, no início, parecia paz, mas que aos poucos se revelou como uma estática perigosa. Era o estado de quem observa o horizonte sem se mover, esperando que o mundo dite as regras do jogo. Naquele momento, a falta de movimento não era equilíbrio; era a inércia de quem ainda não tinha sido testado pelo peso da própria existência. Dessa inércia, nasceu a necessidade de reação. O mapa foi aberto e os Objetivos foram traçados com a urgência de quem acaba de despertar. Foi a fase da estratégia, do desenho das metas e da tentativa de antecipar cada movimento do tabuleiro. Ali, a força era mental, projetada para um futuro que ainda parecia sob controle, desde que o plano fosse seguido à risca. Mas o papel aceita tudo; a realidade, por outro lado, exige um tributo mais alto. É aqui que o cenário muda. Saímos do p...